O PREÇO DA VAIDADE
por Heitor Jorge Lau
Dois gansos
se preparavam para começar a sua viagem anual de migração rumo ao hemisfério
sul quando um sapo lhes perguntou se eles estariam dispostos a levá-lo junto.
Os gansos disseram que sim, mas perguntaram de que maneira poderiam fazê-lo.
Muito criativo, o sapo arranjou um longo e forte talo de grama, persuadindo os
gansos a segurarem nas extremidades ao tempo em que, pela boca, ele se mantinha
agarrado nele.
Os três
inusitados personagens partiram e estavam indo bem até que um homem, observando
o estranho quadro, expressou em voz alta a sua admiração pela criatividade dos
três e perguntou: de quem foi essa ideia?
Ao ouvir o
homem, o sapo não conseguiu conter a vaidade, abriu a boca e gritou: “A ideia
foi minha!”. Daí... nem é preciso narrar o fato seguinte: o sapo caiu.
Talvez o
ditado mais antigo sobre a vantagem de nos mantermos de boca fechada seja:
“Mantenha-se calado e as pessoas jamais saberão até que ponto vai a sua
ignorância”. Enfim, a sabedoria nos trará a resposta, indicando-nos quando
devemos falar e quando devemos apenas ouvir.
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