segunda-feira, 28 de setembro de 2026

SOBRE A VAIDADE

O PREÇO DA VAIDADE

por Heitor Jorge Lau

            Dois gansos se preparavam para começar a sua viagem anual de migração rumo ao hemisfério sul quando um sapo lhes perguntou se eles estariam dispostos a levá-lo junto. Os gansos disseram que sim, mas perguntaram de que maneira poderiam fazê-lo. Muito criativo, o sapo arranjou um longo e forte talo de grama, persuadindo os gansos a segurarem nas extremidades ao tempo em que, pela boca, ele se mantinha agarrado nele.

            Os três inusitados personagens partiram e estavam indo bem até que um homem, observando o estranho quadro, expressou em voz alta a sua admiração pela criatividade dos três e perguntou: de quem foi essa ideia?

            Ao ouvir o homem, o sapo não conseguiu conter a vaidade, abriu a boca e gritou: “A ideia foi minha!”. Daí... nem é preciso narrar o fato seguinte: o sapo caiu.

            Talvez o ditado mais antigo sobre a vantagem de nos mantermos de boca fechada seja: “Mantenha-se calado e as pessoas jamais saberão até que ponto vai a sua ignorância”. Enfim, a sabedoria nos trará a resposta, indicando-nos quando devemos falar e quando devemos apenas ouvir.

 

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