Mestrando em Educação
PALAVRAS-CHAVE: Stakeholders; moral da parcialidade; moral do oportunismo; moral da parceria; moral da integridade.
Ensaios longos, textos contemplativos, arqueologia cultural, análises psicológicas, crônicas filosóficas, antropologia do cotidiano.
Por Heitor Jorge LauOnde resido há quatro anos, 5% da mata nativa existente nos morros que circundam a região já eram. O cálculo é meio amador, então, pode ser um pouco maior o índice. Motivo: pessoas que não se importam, inconseqüentes, irresponsáveis e ignorantes, estão cortando todo tipo de árvore com a intenção de queimar no fogão à lenha ou transformar o local numa “lavoura vertical”. E cá entre nós, qual a planta que se desenvolve satisfatoriamente na encosta de um morro. Isto sem pensar nos reflexos da inexistência da vegetação de cobertura que segura a erosão natural das enxurradas. Este pequeno cenário macabro é mínimo perto do que estão fazendo com a Mata Atlântica e a Amazônia. Mas, isto já é assunto e estresse para outro dia. Neste momento fico até onde minhas vistas alcançam. O som de uma moto serra me provoca arrepios e acessos de raiva porque eu sei que alguém, em algum lugar próximo, está fazendo uma barbaridade – cortando árvores irracionalmente. Três meses atrás subi um cerro perto de minha propriedade para verificar se estava tudo bem. Surpresa! Uma área de árvores nativas de mais ou menos 30 m x 30 m havia sumido do mapa. Onde foi parar? Empilhado num galpão, cortadinha em pequenos tocos de lenha para o fogão. Mas quem se importa com isso? Eu, a fauna e a flora. Uma moto serra nas mãos de gente desta natureza pode ser considerada uma arma. E arma, todos sabem, só pode ser usada com autorização. Está aí , algo para refletir: arma de fogo precisa de licença, para dirigir um carro é preciso de licença, construir precisa de licença... etc. etc. etc., mas para acabar com o Planeta não precisa. Ah, dizem alguns experts: - Determinados tipos de árvores não podem ser derrubadas sem permissão de órgão competente. Quem dá poder ao ser humano para decidir quem vive ou quem morre na fauna e flora?? Pois é, a questão continua a mesma e sem solução aparente. As reações da natureza continuam sinalizando que a coisa está ficando “preta”, mas ninguém quer “ouvir”. Sempre foi dito que deveríamos preservar o Planeta para nossos filhos e netos. Mas, acho que devíamos pensar em como educar os filhos e netos para deixar neste Planeta.
Nunca houve, como agora, tanta inconformidade diante da pobreza. Claramente, à medida que aumenta o número de cidadãos com acesso a um padrão de vida decente, aumenta também a sensação de desconforto em relação aos que estão de fora deste cenário. Não fosse a demagogia explícita por trás dos reais interesses das promessas políticas, seria possível crer que o futuro da nação, estaria depositado justamente nas mãos daqueles que por obrigação, são responsáveis pelo desenvolvimento do bem-estar.
- http://jornalglobal.com.br/noticias.php?noticia=2803 – Índices de miséria no Brasil.
- http://www.fundaj.gov.br/observanordeste/obte001.doc - As raízes da miséria no Brasil: da senzala à favela.
Texto extraído da Revista Educação & Psicologia e adaptado.
Título original: Alguns equívocos sobre o sujeito da educação
Por Lisandre Castello Branco
Vejo praticamente todos os dias alguns dos meus professores do segundo grau, ou melhor MESTRES. Percebo no semblante de cada um deles uma expressão de gente sábia, orgulhosa da profissão, sob minha ótica, a mais honrada e digna desde os primórdios da humanidade. Um professor particularmente me chama muito a atenção, por seu jeito falante, rosto erguido, fala firme e alta, como nos tempos da sala de aula (e faz tempo isto). Este cidadão é detentor de uma vantagem intelectual e cultural de dar inveja - no bom sentido é claro. Cursei o segundo grau em tempos memoráveis. Imaginem vocês que na grade curricular haviam as seguintes disciplinas: Estatística e Custos; Direito; Filosofia; Técnicas Comerciais; entre outras. Citei estas que mais marcaram por sua relevância. De fato, aquela escola preparava o aluno para encarar o mundo do trabalho. Saudades daqueles tempos. Mas e hoje, o que está havendo com o ensino?
"Entre a chamada escola tradicional e a família tradicional o que podia ser facilmente observado era o estrito paralelismo existente entre ambas as instituições. Tal paralelismo ficava evidente nos modos pelos quais eram disciplinadoras, autoritárias e exerciam seus papéis e funções de modo preestabelecido. Tudo isto com uma linguagem educativa e valores pedagógicos comuns que estabeleciam entre elas um continuum de tal maneira que advertências verbais e escritas e suspensões escolares eram prontamente ratificadas pela família, quando não acrescidas de algum castigo adicional em casa. A figura do professor exigente, disciplinador implacável, do diretor que assumia suas funções com mãos de ferro, ultrapassava os muros da escola e, de certo modo, acabava fazendo parte da família como alguém a ser temido e também valorizado. Obviamente que essas referências não são descrições generalizáveis para todas as escolas e famílias, apenas correspondem ao imaginário do que é ainda referido como “escola pública de qualidade” e “família organizada”. Também a família mudou. Aquela família composta por pai, mãe e seus respectivos filhos foi, a partir da revolução cultural deflagrada pelo advento da pílula e da luta das mulheres pelo direito à igualdade de condições, então prerrogativas dos homens, sofrendo um processo de mudança acelerada e tornou-se, então, a “nova família”, cujo padrão tradicional foi substituído pelas mais diferentes modalidades de composição. Com essas mudanças, o ideário da educação familiar, antes calcado nas tradições familiares, foi substituído. Antes, as preocupações estavam centradas na educação moral e social. Exigiam-se obediência, respeito, cumprimento dos deveres e obrigações, principalmente os referentes à escola. Com a “nova família” surgiram as primeiras contestações à escola e aos seus professores. Tudo coincidindo com a democratização da educação. Como se percebe, a situação do sistema educacional ficou, de um dia para o outro, simplesmente irreconhecível. A partir das contestações da “nova família” aos professores, aos conteúdos de ensino, aos procedimentos de avaliação, às relações de seus filhos com os professores, é que pudemos observar uma extraordinária mudança no cenário do cotidiano escolar. O que antes, na escola tradicional, era tratado sob a epígrafe de questões disciplinares, portanto sujeito apenas a procedimentos repressivos passou, muito rapidamente, a ser enfrentado com a convocação da participação dos “especialistas“. Psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, neurologistas, além dos já conhecidos professores particulares, foram muito rapidamente integrados à participação no cotidiano escolar. E, de acordo com os novos paradigmas da ciência positiva – neurociência -, surgiram novos “diagnósticos” para os chamados problemas de aprendizado. Dislexia, distúrbios de atenção, problemas de concentração e outros foram, então, identificados e “tratados”. Não só com atendimento clínico-pedagógico, mas também com medicamentos. O professor passou a conviver, não apenas com esses novos personagens da vida escolar, mas também com anfetaminas para alunos “hiperativos”, coadjuvantes dos “materiais escolares”. Bem, pelo exposto até então, resta um questionamento: quem é, afinal, o sujeito da educação? Por mais extensos e padronizados sejam as grade curriculares e os programas de ensino e, ainda, por mais que os professores mais bem preparados ministrem seus cursos, isso não garante o que preconiza a legislação: formação integral e plena dos alunos. Além disso, é preciso reafirmar, lembrando os ensinamentos de Piaget e Freud, que é somente pela resposta do aluno que é possível verificar se ele aprendeu ou não e, principalmente, como aprendeu. A proposta da substituição do “fracasso escolar” pelo “fracasso da escola” apenas encontra o nome do algoz: o professor. Porque a escola ainda que seja reconhecida como uma das instituições fundantes da inserção do sujeito no mundo só é capaz de realizar tal operação pela mediação do professor, que se encarna em escola na relação com o aluno. Contudo, fazer do professor o algoz é ignorar que ele é tão vítima quanto o aluno. Aquele velho professor da antiga escola tradicional gozava de prestígio social, era digno de respeito e admiração e, ainda por cima, ganhava dinheiro suficiente para manter-se e prover sua família com dignidade. Assim, o professor, que ao longo dos últimos anos, teve que enfrentar os desafios de deparar-se com uma nova clientela escolar sem ter tido um mínimo de preparação prévia vem, a cada dia, sendo obrigado a assumir também as conseqüências da “nova família”. Esse fenômeno o atinge em duas frentes: a profissional e a pessoal, pois, além de não ser respeitado em sala de aula, também não experimenta nenhum orgulho ao se declarar professor, porque nada sobrou do prestígio que coroava a profissão. E o salário, em que pesem as jornadas extenuantes, faz “sobrar cada vez mais mês no fim do dinheiro”, como diz Millôr Fernandes".
Pessimismo ou não, basta resgatar a teoria da evolução de Charles Darwin que afirma que os seres humanos compartilham uma descendência comum com os mais primitivos dos animais. Esta herança aplica-se tanto ao cérebro humano, o berço da razão e da sensação, quanto a qualquer outra parte de nossa estrutura física e psicológica. Mas como estamos analisando comportamento ignoremos do “pescoço para baixo”.
A ciência comprovou a existência de duas partes importantes do nosso cérebro: o paleocórtex e neocórtex. O paleocórtex ou sistema límbico, é uma estrutura cerebral que se desenvolveu posteriormente e que governa a expressão das emoções. O neocórtex ou massa cinzenta é que distingue o homem dos outros animais. É justamente o neocórtex que permite o raciocínio lógico, o uso da linguagem complexa e a quebra das barreiras da evolução biológica.
O homem herda algo mais do que genes, ele herda também as culturas complexas que ele mesmo cria. Naturalmente, existe um certo grau de intercomunicação entre as duas partes, mesmo assim todas elas têm suas funções separadas e nenhuma tentativa de explicar a natureza humana pode ser bem-sucedida se não levarmos em conta essas diferenças.
O desenvolvimento do neocórtex tornou possíveis as funções inter-relacionadas do raciocínio e da linguagem, mas como derivam de uma estrutura posterior, separada, o raciocínio e a linguagem têm pouco poder sobre o sistema límbico do paleocórtex e as emoções que ele governa. Esta pode ser a causa mais provável de nosso elenco desesperado ter migrado do imaginário moral e eticamente correto para um mundo onde a luta pela sobrevivência é mister. (Por isso que ainda somos meio símios em determinados aspectos da vida).
Questões como: Somente situações extremas fazem aflorar nossos instintos mais primitivos? - ou - Será que somos selvagens em nosso cotidiano de forma institucionalizada? Resta refletir sobre estas e outras tantas situações que assolam nosso desenvolvimento social. Quem sabe um dia as pessoas passem de candidatos à categoria efetiva de seres humanos, na verdadeira concepção da palavra.
- A VERDADEIRA HISTÓRIA -
Era uma vez três porquinhos: Heitor, Cícero e Prático.
O primeiro porquinho, ao contrário dos outros, tinha sobrenome, Jorge Lau. Cursava MBA em Gestão de Recursos Humanos e dedicava-se muito aos estudos. Com a constante falta de dinheiro no banco sua casa não era lá estas coisas. Casebre frágil, todinho de papelão.
No exato momento de redigir o termo de adesão, o confuso suíno acabara de encerrar seus estudos sobre conjugação verbal. Ao tentar expressar sua concordância com as diretivas do contrato, o zonzo não sabia se escrevia: eu concordo no presente, eu concordei no pretérito perfeito, eu concordara no pretérito mais-que-perfeito ou se concordava no pretérito imperfeito.
Moral da história: Mais vale ter um português perfeito do que um seguro mal feito.
Hoje, durante aquele bate-papo rebelde entre amigos, conversávamos sobre o desperdício do dinheiro público no Brasil, no "País da Impunidade". Daí, lembrei do episódio Jornada nas Estrelas, mas não se trata da famosa série daquele Vulcano de orelhas pontudas, o Spok. Recordei a viagem ao espaço do primeiro astronauta brasileiro. Lembram? Pois é, não foi somente o emprego e o feijão nosso de cada dia que foi para o espaço. O dinheiro do contribuinte também. Quem não assistiu o astronauta brasileiro flutuando na estação espacial internacional? Enquanto todos aplaudiam a grande odisséia na via láctea, milhões de famintos babavam ao ver aquele pequeno grãozinho preto germinar num laboratório sideral. É uma pena que o governo federal não invista soma tão considerável nas lavouras do Brasil. Nada contra o herói flutuante, mas é notável como o congresso nacional sempre consegue verba para investimentos de prioridade zero ou melhor, gravidade zero. Diziam que a experiência traria grandes avanços tecnológicos à nossa agricultura. Algum terráqueo já percebeu como a sua vida mudou de lá para cá? Nãoooo? Talvez a intenção real da viagem era descobrir como mandar todo pobre para o espaço já que para o inferno não é possível, porque lá, a casa já está lotada de políticos corruptos.
Ao que tudo indica, assistir a programação da televisão está se tornando a melhor ou única opção de lazer e fonte de conhecimento do povo brasileiro, mesmo que topar com informação crível e entretenimento saudável esteja cada vez mais difícil. Aparentemente, o fenômeno é estimulado por um modelo cultural proveniente do arrocho econômico, afinal, quem dispõe de dinheiro no bolso para usufruir de uma vida socialmente ativa ou comprar um bom livro?
Cientes ou não dessa situação, o fato é que os dirigentes das emissoras disputam entre si de uma fatia cada vez mais preciosa da audiência, através de uma programação banalizada por excesso de baixaria e qualidade duvidosa. Mas, independentemente da programação ou contexto social, a verdade é que a televisão sempre exerceu grande atração e influência sobre as pessoas. A maior prova disto são as tendências da moda, do vestuário e do cabelo, por exemplo, que oscila conforme a novela em voga.
Esse fascínio que a TV provoca na mente do telespectador faz surtir certa confusão entre o real e o imaginário. Aquilo que se encontra distante, seja por questões financeiras, geográficas ou intelectuais, parece mais acessível. A sensação é a de que o penteado “super-transado” da novela das oito fica no saloon mais próximo ou que o corpo perfeito do comercial das nove está na academia que todos freqüentam. São aspirações alucinadas que deturpam o raciocínio dos mais desatentos.
Até mesmo nos telejornais é visível o uso desenfreado da dramatização por parte dos apresentadores, a partir da utilização de dueto diante das câmeras – enquanto um fala outro fica atento aos fatos, sempre com expressão sisuda. Esse artifício adotado praticamente por todas as emissoras, nada mais é do que a tentativa de tornar mais realista a narrativa dos acontecimentos.
E se a ordem do momento é ser realista, então, a interatividade não poderia permanecer de fora do cenário, afinal, o que torna mais real uma circunstância do que a interação. O profissional sentado diante das inúmeras câmeras do estúdio estimula e convida, literalmente, o telespectador atento a participar de uma promoção, melhor ainda, a proferir sua opinião a respeito de determinado tema, preferencialmente polêmico. Eis aí o ingrediente perfeito: o prestígio.
Se na sociedade tal consideração não é encontrada com tanta facilidade, por intermédio de uma conexão telefônica ela torna-se instantânea. Até mesmo o noticiário esportivo não encontra mais espaço para retransmitir todos os gols da rodada anterior, porque falta tempo para conciliar tanta participação dos desportistas com a quantidade de bolas na rede. Noticiário, esporte, reality-show, não importa, a questão é cativar a atenção de quem passa pela frente do televisor.
Mas como se não bastasse o fato do meio de comunicação exagerar, de forma deliberada ou inconsciente, e pior, inconseqüente, da tentativa frenética de imitar a realidade e do abuso da interação, a falta de moralidade, de ética e civilidade também estão presentes. Principalmente nos comerciais publicitários está evidente o esquecimento momentâneo da moral e dos bons costumes em detrimento de um humor rançoso que anestesia o senso crítico do consumidor.
Indubitavelmente, a televisão sempre ocupou lugar de destaque entre os demais meios de comunicação por ser naturalmente uma forma extraordinária de transmissão de cultura e conhecimento. Porém, o que falta são profissionais sérios, dotados de senso crítico e responsabilidade para ocuparem o lugar destes que hoje estão aí, utilizando o recurso da pior forma possível. Assim, eles desmoralizam e ridicularizam os conteúdos porque, infelizmente, ainda existem consumidores.
Resta saber se a programação vigente configura-se sem restrição, fiscalização e, conseqüentemente, com pouca qualidade em decorrência de uma vasta legião de telespectadores submissos ou, na pior das hipóteses, desinteressada. Alguma atitude deve ser adotada, caso contrário, todos ficarão a mercê de uma programação que além de influenciar e viciar tem o poder impressionante de atrofiar a massa cinzenta de grande parte da nação.

Trabalho na zona urbana, mas há dois e meio optei por viver na zona rural. Na época, me parecia a forma mais fácil de fazer a minha parte com a questão preservacionista. Não estava confortável na posição de mais um parasita, consumindo os recursos do planeta e fazendo quase nada para preservar os recursos naturais, que pasmem, são esgotáveis.
Não posso dizer que consegui a paz de consciência desejada... O galo canta às cinco horas da manhã e, logo mais, a coruja anuncia mais uma noite que está por vir, mas as “COISAS” do cotidiano parecem que continuam as mesmas, ou melhor, as pessoas permanecem no seu estado de indiferença e estagnação. Pensam que a solução e o equilíbrio ambiental virão de alguma autoridade ou de Deus...
Por mais que eu queira me conformar com o modus operandis da sociedade atual com relação aos assuntos e acontecimentos da sociedade caótica do século XXI, não consigo apaziguar minha mente e adormeço todas às noites inquieto e preocupado por ver tão claramente que nossa civilização caminha para seu extermínio no planeta. Não entendo como alguns ainda planejam ter filhos...
Não quero o papel de profeta do apocalipse, mas os sinais são claros e podem ser analisados por qualquer mente crítica: chuvas torrenciais, frios extremos, ciclones inusitados. Nada disso, porém, parece afetar a consciência dos cidadãos globais de forma significativa. Continuamos na gana consumista como se os recursos fossem inesgotáveis! A maioria continua vivendo ou sobrevivendo como se o planeta não estivesse com seus dias contados. Aliás, é preciso me corrigir, o planeta já demonstrou que pode viver sem os humanos... a extinção então, refere-se a forma de vida humana da qual sou um dos representantes.
O descaso pela fauna e flora é o ápice da falta de prospecção lógica, intelectual e emocional de quase toda a totalidade da raça que se autodenomina humana. Caríssimos amigos e leitores deste blog, não se considerem inclusos nesta vala comum porque o simples fato de estarem navegando por estas paragens vocês já pertencem a outra “casta”... aquela que procura conhecimento, questionamento do status-quo, não fogem da controvérsia, opiniões diversas, gente insatisfeita... São estes que afinal, destoam da voz acomodada e, se não faz diferença signifigativa, ao menos incomoda aqueles que fingem não ver o que acontece.
Hoje, após bebericar alguns drinks e uma certa quantidade de cerveja, olhando a mata nativa que pago para preservar (tentando fazer a minha parte), encontro-me em estado de total revolta e repúdio pela falta de consideração e preocupação das criaturas que usufruem da vida (divina que Deus lhes deu), sem a mínima consideração pela nave mãe chamada Planeta Terra e seus habitantes das mais variadas espécies.
“Jesus me abane!” O único consolo que me resta é o fato de eu ter feito e continuar tentando fazer a diferença. Cuido da fauna e flora que me circundam, dentro das minhas atuais condições econômicas, preservo a pureza da natureza e das águas em 5 hectares. Local que amo e dedico tempo e cuidado aos seres que possuem vida... incondicionalmente... Procuro esclarecer e difundir práticas consevacionistas entre meus vizinhos (evitar queimadas, preservar a mata nativa, nascentes dos rios, plantar árvores frutíferas para as aves silvestres... ). Mas não vou negar, a ignorância, a limitação de inteligência de alguns me tiram do sério... não colho resultados fartos. Posso concluir, que somente consigo resultados proveitosos naqueles que em sua essência, já pressentiam e tinham sensibilidade de que precisam proteger a natureza que tão generosamente tem lhes mantido na terra.
Perdoem meu sentimentalismo, mas amo demais este planeta para não sofrer com estes acontecimentos.
Créditos da Imagem: fotógrafo Nick Brandt
Texto: Heitor Jorge Lau