quinta-feira, 27 de junho de 2013

UM BRASIL MAQUIADO DE PAÍS EM DESEMVOLVIMENTO


Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas

quarta-feira, 26 de junho de 2013

QUEM DEFENDE CIDADANIA FAZ ATO POLÍTICO, SEMPRE!

Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas



Muitos especulam que os jovens manifestantes (dentre várias faixas etárias) são totalmente apolíticos, no sentido de que não se interessam por política. Discordo! Existe um verdadeiro abismo entre ser apolítico e ser contra a política exercida e seus executores. O manifesto possui endereço certo: uma grande fração de políticos que ocupa pomposa, tranqüila e incompetentemente as cadeiras do Congresso Nacional. É de causar náuseas as afirmações de surpresa e não entendimento de tanto “barulho”. Certo jornalista de renome nacional chegou ao disparate de declarar que os jovens que se encontram entre as multidões insatisfeitas não possuem causa definida para os clamores. E não possuem mesmo! Não se trata de uma causa ou de causas repletas de ideais. Trata-se de reivindicar por uma gama de direitos mínimos que o governo tem o dever de proporcionar da melhor forma possível, afinal, além da obrigatoriedade, o que não falta é dinheiro oriundo da imensa carga tributária. A governança pode até alegar falta de verba, mas este discurso também não cola mais, haja vista tantas evidências de péssima gestão dos recursos públicos. A obrigação de suprir demandas básicas sociais faz parte do exercício natural da política por aqueles que em primeira instância não foram eleitos pela sociedade, mas sim, desejaram e se empenharam para serem eleitos. Se as populações escolheram por obrigação um candidato, por outro lado os candidatos não se candidataram obrigados. Portanto, caros eleitos, façam o respectivo trabalho com dignidade, moral, ética e profissionalismo. Afinal, foi para isto que se colocaram a disposição do serviço público ou não foi? Tratar de política é cuidar das decisões sobre problemas de interesse da coletividade, e justamente por isso, política é a ciência do governo. Para ser político é mister ter sensibilidade técnica e profissional para conhecer a sociedade e as suas necessidades, a fim de encontrar um modo de conseguir a concordância de muitos e promover o bem comum. Um representante eleito pela sociedade precisa conjugar as ações humanas e técnicas, e orientá-las para uma direção que seja de conveniência de todos. Diante disto é inconcebível ou incompreensível como determinados personagens, hoje, estão de “posse” da titulação de deputados sem o mínimo do mínimo de preparo. O trabalho de harmonização das ações pode e deve ser realizado com plena liberdade, sem que alguém imponha alguma coisa. Por muitos motivos é preferível que o bom senso e a boa vontade de cada um criem condições para que uns colaborem com os outros e haja respeito recíproco, sem necessidade de uso da força. De qualquer modo, mesmo que as ações humanas sejam harmonizadas pacificamente e sem a necessidade de coerção, é preciso que tais ações sejam coordenadas e orientadas para um objetivo de interesse de todos. É preciso considerar que política tanto pode referir-se à vida de seres humanos integrados e organizados numa sociedade, onde são tomadas decisões sobre os assuntos de interesse comum, como pode referir-se ao estudo dessa organização e dessas decisões. Os “teóricos representantes da nação”, enfim, deveriam procurar atender as necessidades naturais de convivência dos seres humanos bem como todo o funcionamento e os objetivos de uma sociedade. O fato de existir a necessidade de viver em sociedade tem conseqüências muito sérias. Uma delas é que os problemas da cada pessoa devem ser resolvidos sem esquecer os interesses dos demais. Assim, não se pode admitir como regra que para sanar interesses particularistas de partidos, coligações ou representantes políticos, a sociedade deva sofrer prejuízos ou arcar com sacrifícios. Todo o indivíduo tem direito à proteção de sua liberdade, de sua integridade física e de outros bens que são necessários para que um cidadão não seja rebaixado de natureza humana. Portanto, igualmente incompreensível é assistir deputados vinculados a comissão de direitos humanos, concordarem que o homossexualismo é doença. À vista disto tudo, verifica-se que quando são afetados os interesses fundamentais de um indivíduo ou de um grupo social todo o conjunto da sociedade sofre conseqüências de alguma espécie. Por esse motivo pode-se afirmar que os problemas resultantes de tais situações são problemas políticos, pois afetam a convivência das pessoas e influem sobre a organização, o funcionamento e os objetivos da sociedade. É muito importante levar em conta essas conclusões, por vários motivos. Todavia, o principal erro que se encontra enraizado na atual política brasileira é tratar dos interesses partidários como se a ausência da prestação de contas à sociedade não trouxesse conseqüências para toda a coletividade. Enfim, é preciso ter consciência de que os problemas políticos são, inevitavelmente, problemas de todos os membros da sociedade. Por esse motivo, será errado obrigar um indivíduo a procurar sozinho a solução para seus problemas, quando estes afetam a convivência. E será igualmente errado permitir que qualquer partido ou político proceda como se vivesse sozinho, ignorando os interesses comuns.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A FAUNA ESTÁ FICANDO SEM OPÇÕES

Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas

Dia 14 de maio, 20h30, terça-feira: ao transitar pela RSC 153, por imediações do trevo de acesso a Santa Maria, direção sul-norte, uma bela visão não fosse o aspecto triste do evento: visualizo um Gato do Mato Pintado atravessando a rodovia, correndo em direção a zona urbana. Dia 10 de junho, 07h45, segunda-feira: transitando, mais uma vez pela RSC 153, por imediações da estação de abastecimento de energia elétrica, uma visão entristecedora: um Tatu-bola atropelado durante a tentativa de atravessar a rodovia em direção a zona urbana. Dia 11 de junho, 18h35, terça-feira: ao cruzar o semáforo do entroncamento perto da Corporação de Bombeiros do Distrito Industrial, uma cena impressionante: um Graxaim (muitos confundem com raposa) correndo em direção, outra vez, a zona urbana. Não fosse um hábito eu dirigir sempre em velocidade compatível com a segurança e tempo de reação o teria atropelado. Três momentos inéditos, surpreendentes e assustadores. Inéditos porque tais espécies são encontradas somente no seu habitat natural, longe da zona urbana. Surpreendente porque não se espera tal acontecimento. Assustador porque pairam algumas questões que não querem calar: o que estas espécies estão fazendo tão perto da cidade? O que está acontecendo no seu habitat natural? O que o ser humano está fazendo com a nossa natureza? As respostas, todos sabem! Mas é simplesmente triste e desalentador relatar três casos, em espaço de tempo tão diminuto, provenientes do abuso à natureza. A humanidade já catalogou, aproximadamente, 1,5 bilhões de organismos, mas não é tudo: calcula-se que o número total de espécies, na Terra, chegue a 10 bilhões ou até a 100 bilhões. Contudo, a cada ano, milhares de espécies são exterminadas em proporções que podem alcançar 30% do total dentro de três décadas, caso o ritmo atual de queimadas e desmatamentos continue como está. Isso é catastrófico, afinal as espécies são o resultado de milhões de anos de evolução no planeta, e com essa perda a biosfera vai ficando mais empobrecida em diversidade biológica, o que é perigoso para o sistema de vida como um todo. O fato de um recurso ser renovável ou reciclável não significa que ele possa ser depredado ou inutilizado deliberadamente. O mau uso ou descuido com a conservação provoca extinção. Como exemplo: a degradação ou destruição irreversível de solos e o consequente desaparecimento de uma vegetação rica e complexa e sua fauna. Mesmo o ar e a água, que são extremamente abundantes, existem em quantidades limitadas no planeta. A capacidade destes recursos de suportar ou absorver poluição sem afetar a existência da vida, evidentemente é finita. Dessa forma, mesmo os recursos ditos renováveis só podem ser utilizados em longo prazo por meio de métodos racionais, com uma preocupação estritamente conservacionista, ou seja, que evite os desperdícios e os abusos. O conservacionismo é necessário, todavia insuficiente. A industrialização e a dita vida moderna transformam e transfiguram drasticamente o meio ambiente. Tudo, absolutamente tudo, é constantemente modificado, destruído e extinto em nome do “progresso”. As memórias do passado, o ecossistema e a diversidade criada pela natureza são destruídas a cada dia. Definitivamente, para que as futuras gerações tenham uma idéia da riqueza do que foi produzido no planeta, ou na pior das hipóteses, para que ela mesma sobreviva, faz-se necessário uma mudança radical de conceitos e atitudes, em detrimento da ambição do lucro e da irracionalidade

O DESPERTAR DE UMA NAÇÃO

Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas


Vamos iniciar este texto lembrando um cartaz veiculado em rede televisa após as manifestações contra o aumento das passagens de ônibus (dentre outros motivos): “[...] o despertar de um gigante adormecido [...]” (*apenas parte da expressão transcrita). O Brasil não estava adormecido, o seu povo é que se manteve durante tempo demasiado, resiliente e crédulo de que o dia da recomposição do atual estado de degradação nacional chegaria. As manifestações impressionantes de indignação e repúdio ao rumo que o país tomou por intermédio de algumas “mãos políticas” refletem uma sociedade que não tolera mais a total falta de habilidade de grande parte dos governantes desta nação. A cada ano que passa sempre surge um novo partido, uma nova esperança, todavia, mais cedo ou mais tarde, acontece o que vem acontecendo faz tempo: alianças partidárias. Daí, não há competência, boas intenções ou ideologia que resista. Esta palavra, aliança partidária, atualmente, lembra mensalão, emendas sem necessidade, ministérios de utilidade duvidosa e diluição do dinheiro do contribuinte no saldo de dívidas pretéritas das agremiações aliadas. A grande prova de que o governo atual não possui capital intelectual suficiente para sanar o turbilhão de questões que a sociedade brasileira impõe, ancora no fato da governante máxima deste Brasil insatisfeito, ter recorrido ao maior marqueteiro político em atividade no país, poucos dias transcorridos desde o primeiro ato da população. Coincidentemente, um discurso complacente e condescendente foi proferido logo após as manifestações. A pergunta é: o que este personagem poderá contribuir diante de tantas reivindicações de ordem estritamente política/econômica? Nada! Não bastasse este cenário palpitante, surgem das profundezas da inexpressão, partidos políticos jogando mais lenha à fogueira, pronunciando aquele velho discurso oportunista e enfadonho que dita: este governo é péssimo, nós somos e temos a solução (mais uma vez). Sem considerar a pequena fração de cidadãos que aproveitaram a situação para saquear, queimar e depredar ou agir com violência, a grande fração merece toda a consideração e benevolência por parte do brasileiro consciente e cansado de pagar o “pato”. Sentido da palavra pato: taxas; impostos diretos; impostos indiretos; pouco investimento em educação; pouco investimento na saúde; pouco investimento no transporte público; pouco investimento nas vias de transporte e rodagem; e mais taxas e impostos. Essa grande massa de brasileiros tremula a bandeira do sem partido, do sem preconceito e da equidade. Não há como desprezar isto. Um movimento grandioso que representa o verdadeiro Brasil, um país multiculturalista, sem fronteiras raciais, sem preconceitos sexuais, sem fronteiras religiosas e sem barreiras socioeconômicas. A legião de insatisfeitos é infinitamente maior do que a insurgente da noite para o dia. Ela também é composta por gente que não pode, é impedida ou não consegue por alguma razão, enfileirar-se aos descontentes e cansados de aguardar por um novo Brasil. A política do Pão e Circo adotada neste país não possui mais sustentação, mesmo porque nem pão o governo distribui mais por falta de verba, ao contrário do circo, que aparentemente e para o qual, grana e atores não faltam. Caso a população retorne ao estado de dormência, que seja entremeado de lindos sonhos, ao contrário do pesadelo que vivenciou, vivencia e que deseja, desesperadamente, por um fim.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A VERTIGINOSA DECADÊNCIA DO FUNK

Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas


Navegando pelas postagens do YouTube em busca de conteúdos para pesquisas relacionadas a educação me deparei com um festival de horrores: clipes do ritmo Funk. Não consigo classificar a ordem do pior para o “menos pior” porque praticamente todos são horrendos. Mas lembro de um em especial. O de um garoto de aproximadamente 16 anos, encoberto por grossos cordões de ouro, reverenciando carros esportivos importados e iates, e como não poderia deixar de ser, rodeado de mulheres. Diga-se de passagem: submissas aos maus tratos verbais. A letra é digna de ser queimada em praça pública. Há quem diga e defenda que o Funk é digno de ser patrimônio cultural. Eis a maior piada (de mau gosto) do século. Pelo menos este que estão ouvindo por aí não! Originalmente, com um ritmo mais suave, o estilo musical nasceu como forma de contestação e tinha fortes raízes na idéia da resistência à marginalização da sociedade capitalista e racista, e ao processo de exclusão do mercado de trabalho que impossibilitava os jovens de ter completo acesso aos seus direitos. A expressão cultural tratava de movimentos de protesto. Em seguida, em meados dos anos 60, James Brown, principalmente, inovou. O ritmo ganhou uma batida mais pronunciada, pesada e também dançante. Façamos justiça: ainda existe muito artista bom, deste gênero musical, por aí. Mas, atualmente, o que predomina é esta “coisa” que se escuta por todos os cantos. Por outro lado, o incômodo que o Funk causa na sociedade tem absolutamente nada a ver com elitismos ou moralismos. O desgaste do Funk, por mais que a blindagem de simpatizantes performáticos tente evitar, se deve às próprias características deste gênero que é emanado dos carros que circulam (ou se arrastam) nas ruas da cidade. Nitidamente, o Funk tem limitações artísticas e musicais. Seus sucessos são repetitivos e seus intérpretes se diferem apenas como fetiches, mas artisticamente soam todos iguais. A demagógica tese de que o Funk é um ritmo social riquíssimo não se cumpre na prática e existe até uma piada: de rico o Funk só tem a fortuna de seus DJs e empresários. A mediocridade do próprio ritmo também é gritante. Péssimos vocalistas, sonoridade repetitiva e precária, tudo isso faz com que o ritmo não vá muito adiante à sua linguagem. Se o ritmo já se mostrava deplorável artística e culturalmente, ele tenta em vão sobreviver como cultura superior, ostentando uma reputação vanguardista bastante falsa, porque o Funk está associado a processos e valores de degradação social. Assim, o Funk  jamais conseguirá acompanhar as transformações sociais porque o ritmo aposta no mais explícito machismo que trata a mulher como um objeto sexual. A pedofilia, a criminalidade, a violência e as drogas também se tornaram valores associados ao Funk. Os próprios “funqueiros” abandonaram qualquer lição do Funk original, na sua insistente recusa ao uso de instrumentos musicais e outros recursos artísticos. Vendo as transformações dos valores sociais avançarem, o Funk mostra-se datado, ultrapassado e fechado em todos os sentidos. O Funk tenta aprisionar todos ao ritmo, transformando a população em refém. O Funk se desgasta profundamente na mesmice sonora do ritmo, por suas próprias limitações, pela sua mais evidente mediocridade e pelas baixarias em que se envolve. A choradeira ainda vai continuar, com seus defensores tentando dizer que o Funk não está decadente ou dizer que o Funk é mais uma vez vítima de preconceitos. Só que esse discurso também está sendo repetitivo e pouco convincente. Enfim, todo brasileiro que curte boa música merecia algo melhor, inclusive, os verdadeiros e autênticos artistas do Funk

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

BRASIL, TERRA QUE TUDO PRODUZ, NAÇÃO QUE NÃO RELUZ!

Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas










         
           As comunidades rurais vivem da terra. E terra, no Brasil, é o que não falta: 850 milhões de hectares configuram e delimitam as fronteiras do país. São, aproximadamente, oito milhões e meio de quilômetros quadrados. Se dividi-los entre todos os brasileiros, quase 194 milhões de habitantes, resultaria aproximadamente 4,38 hectares para cada um. No entanto, atualmente 80% da população brasileira vive na zona urbana. Este percentual de cidadãos não precisa da terra para trabalhar e gerar o seu sustento. Portanto, matematicamente sobram mais 17,53 hectares por brasileiro que vive no meio rural. De acordo com a metodologia tradicionalmente adotada nos censos demográficos, a noção de família está condicionada aos arranjos societários organizados no interior dos domicílios particulares. Em média, as famílias brasileiras rurais possuem 3,5 componentes. Teremos, então, 76 hectares por família. Desta forma, este grupo familiar poderia tranquilamente viver e produzir para vender neste espaço de terra.

            Todavia, apesar da vasta extensão territorial e da grande disponibilidade de terra, 14 milhões de cidadãos brasileiros passam fome! Então, eis a questão: se existe terra além de suficiente, por que tantos brasileiros ainda passam fome? Simples, porque as propriedades estão concentradas nas mãos de pouquíssimos donos. Porque o governo incentiva mais a agricultura de exportação do que a produção de alimentos para consumo da população. Porque grande parte dos trabalhadores rurais são bóias-frias, sujeitando-se a trabalhar como diaristas, nas épocas de plantio e de colheita, sem nenhuma garantia social, recebendo o que o dono da terra, a bel prazer, quer pagar. Porque muitos trabalham como meeiros e são enganados nas contas referentes à venda da produção.

            Isso sem contar aqueles que não possuem terra alguma. O Relatório sobre os Crimes do Latifúndio, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Centro de Direitos Humanos Evandro Lins e Silva e Instituto Carioca de Criminologia, informou que menos de 50 mil proprietários rurais possuem áreas superiores a mil hectares, controlando 50% das terras cadastradas. Cerca de 1% dos proprietários rurais detêm em torno de 46% de todas as terras.  Dos aproximadamente 400 milhões de hectares titulados como propriedade privada, apenas 60 milhões de hectares são utilizados como lavoura. O restante das terras estão ociosas ou subutilizadas. Segundo dados do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), há cerca de 100 milhões de hectares de terras ociosas e cerca de 4,8 milhões de famílias sem-terra no Brasil.

            Atualmente, as condições de vida no campo não são tão diferentes das condições de vida da cidade quanto eram no passado. Os meios de comunicação levam ao campo valores e costumes que antes eram da vida urbana. No entanto, o próprio trabalho na terra e a forma pela qual o trabalhador está ligado a ela – proprietário, posseiro, arrendatário, meeiro, bóia-fria, todos – estabelece diferenças em suas condições de vida. O bóia-fria e o assalariado rural parecem ser os que enfrentam condições mais precárias. Alimentação deficiente, casas de pau-a-pique, sem condições mínimas de higiene e saúde, falta de qualquer assistência médica e social, são comuns na vida desses trabalhadores.

            Além das condições materiais difíceis, as dificuldades também se manifestam em relação aos aspectos sociais da vida rural, principalmente se levarmos em consideração as comunidades mais afastadas. Estas comunidades, geralmente, enfrentam condições de isolamento parcial ou total do resto do país, dificuldades de transporte, de comunicação entre outras. Por outro lado, as relações em grande parte das comunidades rurais, pelo fato de serem estabelecidas sempre entre as mesmas pessoas que se conhecem e convivem, são relações pessoais e informais. Enfim, o governo federal infla os peitos e alega uma melhora considerável na qualidade de vida de todos os brasileiros. Será? Ou não sei fazer cálculo matemático ou tenho observado o cenário de outro país subdesenvolvido. Mas uma coisa é certa: alguém está, fundamentalmente, tentando enganar alguém ou querendo se enganar. Afinal, os números não fecham e a realidade parece ser bem outra. 

Brasil!!!!!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A LIBERDADE EXISTE?



Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas


  O filósofo alemão Kant brincou com a idéia da liberdade do pássaro, imaginando uma pomba ágil, indignada contra a resistência do ar que a impedia de voar mais depressa. Na verdade, é justamente essa resistência que lhe serve de suporte, pois seria impossível voar no vácuo. Se o vôo livre do pássaro é uma ilusão, da mesma forma podemos dizer que incorremos em engano semelhante ao nos considerarmos capazes de liberdade absoluta. Analisemos: a partir do princípio do determinismo, tudo que existe no mundo está sujeito à lei da casualidade. A ciência só é possível porque o conhecimento da relação necessária entre causa e efeito - isto é, o conhecimento dos determinismos naturais - leva à descoberta das leis da natureza e permite que sejam feitas previsões e desenvolvidas técnicas.

  Não há como negar que também o ser humano se acha preso a determinismos: tem um corpo sujeito às leis da física e da química, é um ser vivo que pode ser compreendido pela biologia. Por isso, já no século XVIII, os matemáticos franceses D' Holbach e La Mettrie reduziam os atos humanos a elos de uma cadeia causal universal. Já, no século XIX, o filósofo francês Taine, discípulo direto de Augusto Comte, afrimava que não somos livres, mas determinados pelo momento, pelo meio e pela raça. Essa concepção influenciou os intelectuais daquele século, inclusive a literatura naturalista. No Brasil, quem ler O Cortiço e/ou Mulato, de Aluísio Azevedo, identificará as forças incontroláveis do meio e da raça agindo de forma inexorável no comportamento das pessoas.

  Herdeiros dessa visão determinista, Watson e Skinner, psicólogos contemporâneos da corrente comportamentalista, admitem que o ser humano tem a ilusão de ser livre, mas na verdade apenas desconhece as causas que atuam sobre ele. A ciência do comportamento conheceria de tal forma as motivações, que seria possível prever e portanto planejar o comportamento humano. Concluindo, além dos determinismos psicológicos, podemos acrescentar os culturais: ao nascer, encontramos um mundo já constituído e recebemos como herança a moral, a religião, a organização social e política, a língua, enfim, os costumes que de certa forma moldam nossa maneira de sentir e pensar. Então, a liberdade existe?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A DECADÊNCIA DA MÚSICA POPULAR BRASILIERA


Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas

            Vamos começar citando alguns artistas de renome nacional e internacional, todinhos brasileiros: Elis Regina, Tom Jobim, Renato Russo, Cazuza, dentre outros “gigantes” (que me desculpem por não citá-los) que marcaram presença expoente neste solo verde-amarelo. Houve um tempo no qual ouvir música era algo prazeroso, encantador, afinal, eram verdadeiras obras primas. Claro, existiram algumas que não poderiam ser classificadas como sendo tão boas, mas cá entre nós, sempre existiram as medianas, o que era considerado normal. Agora, o que não é normal é esse triste e enfadonho episódio do atual rumo que tomou a música nacional.

            A realidade é nua e crua, a música popular brasileira está em franca e vertiginosa decadência. A MPB, obviamente, passou por altos e baixos, mas a queda de braços está pendendo forte e rigidamente para o lado do baixo. Sem querer ser saudosista, a MPB da década 50-60 acena bons momentos – bossa nova, tropicalismo e gênese do rock brasileiro. Já, na década de 70, herdeiros da década anterior como Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas honraram um longo período de “vacas magras”. Nos anos 80 um renascimento insurgido através das rádios FMs, Festivais de MPB, e até mesmo o ressurgimento do rock nacional colocaram em cena nomes como Eduardo Dusek, Beto Guedes, conjuntamente com os roqueiros Titãs, Legião, Engenheiros, Lulu Santos, 14 Bis, Ultraje a Rigor, e outros.

            Mas, foi então, no final da década de 90 que tudo começou a desmoronar com o nascimento do fricote, sertaneja, funk brega e demais deformações do gênero, tudo com grande dosagem de falta de criatividade, senso crítico e efervescência musical. A MPB, a partir de então, entrou na fase negra de sua existência, com letras infinitamente minúsculas, cujo período de miséria parece não ter desfecho.

            O Funk, o Forró Universitário e o Sertanejo Universitário entre outras “coisas” não menos rançosas, tornaram-se o principal ritmo das festas (ruas da cidade e até mesmo toque de celular – isto sim, é o ápice da decadência). Este repertório variado composto dos piores ingredientes possíveis é forjado por uma falta de criatividade que chega a beira do patético. Os artistas (aliás, palavra que representa uma pessoa que demonstra sensibilidade e gosto por arte – que não é o caso) que resmungam e “vomitam” letras desprovidas de qualquer sentido inteligente, possuem um selo digno de uma fábrica de montagem em série. São todos idênticos, como um copo de plástico branco descartável. Muda o tamanho, mas não muda a forma, ou seja, todos iguais. Assim como a letra e o ritmo das composições que são de nível e criatividade baixíssima e duvidosa. Tudo tão parecido que a coreografia de palco torna-se a mesma porque é difícil tentar diferenciar algo que é igualmente horroroso.

            Estas “bandas e artistas” não passam de fantoches descartáveis. Prova disto é que no exato momento em que qualquer um deles deixar de existir (pena não acontecer isso com todos), ninguém, absolutamente ninguém sente falta ou saudades. Existem casos no Forró Universitário (denominado no nordeste do país de “Fuleragem Music”) no qual permanecem os músicos, troca-se o nome da banda, e substituem-se somente os cantores quando a banda deixa de existir. Impressionante não?

            Mas toda esta parafernália irritante e sem gosto ainda encontrará espaço entre o povo terráqueo por um motivo concreto: porque existem “empresários” que insistem em fincar pé com a fórmula que rende muita grana. A indústria cultural é protagonista pelo atual estado miserável da música popular brasileira. O interesse pela ampliação exponencial do mercado consumidor, algo natural na produção capitalista e que faz parte, por conseguinte, da produção cultural nesta sociedade, produz a necessidade de uma cultura descartável.

            Esta cultura descartável é delineada por ciclos de renovação periódica de produtos, pois ela permite a reprodução em larga escala do consumo. Caso um determinado estilo musical permaneça por muito tempo, então o consumo também se vê sem grandes crescimentos, pois quem compra um CD de rock de determinada banda, poderá continuar ouvindo por muito tempo. Porém, se a cada cinco anos surge um novo modismo musical, então o consumo se expande em proporção considerável. Assim, a transformação da MPB em cultura descartável apenas mostra que a lógica do lucro domina tudo, inclusive a produção cultural, e isto mostra a razão de seu progressivo empobrecimento.

            Pelo andar da carroça, todos nós corremos o risco de sentir náuseas causadas por esta avalanche de ritmos insossos por muito tempo, pelo menos enquanto existirem fãs de plantão. Contudo, existe uma luz no fim do túnel: sempre que ocorre efervescência social e mudanças históricas, a música também ganha fôlego. Assim, mesmo contra a vontade e interesses dos donos da indústria cultural, a lógica do lucro não escapa da obrigação de divulgar tudo que é contrário aos seus interesses. Portanto, aleluia, da contradição pode surgir o novo. Resta torcer para que o novo assuma o seu lugar com criatividade.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

COMUNHÃO DA FAUNA & FLORA

Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Pública


Olá!


 Fauna e flora em perfeita comunhão... quem dera se todo o ser humano também vivesse em harmonia.


SUÍÇA GAÚCHA

Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Pública

Olá!


Lembre de uma paisagem branquinha de neve nos alpes suíços... lembrou?
Pois bem, não precisei ir com o pensamento até lá... aqui, ao ladinho de casa, tudo isso acontece!




MÃE NATUREZA

Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Pública

Olá!


Para não falarem que apenas faço postagens de "xingamentos" e reclamações, excepcionalmente hoje, decidi postar algumas imagems que captei de nossa bela e sagrada mãe natureza. Curtam!


única entre a mata
o sinal da bonança
a chegada da tempestade no horizonte
uma imagem divina
nuvens rastejantes
o contraste do entardecer
o anúncio do poder

Momentos tornam-se realmente inesquecíveis quando são plenamente vividos! Heitor Jorge

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

LEIS DE TRÂNSITO QUE NÃO FAZEM MAIS A DIFERENÇA



Heitor Jorge Lau
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas


            Este texto, caro leitor, tem por objetivo suscitar alguns aspectos do trânsito de Santa Cruz do Sul, deveras, indignantes. Por isso, peço desculpas se foram citadas algumas leis desatualizadas ou incompletas, afinal, este não é o foco principal.

            Interessante que o Contran firmou uma resolução - de modo geral - para todo o país, regendo o uso correto e seguro da película automotiva. A saber: Resolução nº. 254, de 26 de outubro de 2007, do Ministério da Justiça e do Conselho Nacional de Trânsito. A resolução estipula um índice mínimo de transmissão luminosa para o conjunto vidro versus película, ou seja, o vidro com a película já aplicada do carro: 28% vidro traseiro; 28% vidros laterais traseiros; 70% vidros laterais dianteiros; 75% pára-brisas. O uso incorreto da graduação de escurecimento rende uma saudável multa grave de cinco pontos na carteira. Mas, leis de trânsito, para que?

            Bem, não vamos esquecer os carros rebaixados. Uma resolução do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito, de 2008, permite a troca do sistema de suspensão do automóvel desde que o proprietário comunique o Detran - Departamento Estadual de Trânsito, com antecedência e faça a homologação em centros credenciados pelo órgão. Os apaixonados por carros "socados no chão" abrem mão do conforto optando pelo corte de parte das molas ou a instalação de suspensões de rosca, que permitem regular a altura do veículo. Entretanto, essas opções não estão de acordo com as regras do Denatran e são proibidas. Mas, leis de trânsito, para que?

            Também, a emissão irregular de ruídos e sons passou a ser um dos principais problemas dos centros urbanos, em especial os ruídos originados por aparelhagem de som automotivo. Vários estudos demonstram que a emissão de ruídos provoca malefícios à saúde humana, causando distúrbios físicos e mentais. Ainda: a própria emissão abusiva de sons ocasiona perturbação à segurança viária, ao sossego público e ofende o meio ambiente, afetando o interesse coletivo e difuso de um trânsito seguro e da qualidade de vida.

            Dependendo da intensidade, os sons ou ruídos podem causar desatenção e perturbação aos sinais sonoros de trânsito (ordens dos agentes de trânsito; dispositivos de alarme de veículos de emergência e segurança – art. 29 VI; sinais de advertência de outros veículos – art. 41), bem como provocar o estresse, distúrbios físicos, mentais e psicológicos, insônia e os conhecidos problemas auditivos - perda da capacidade auditiva mínima até a surdez, com reflexos diretos nas relações viárias e humanas.

            Diversas normas tratam do uso regular e da quantidade de ruídos e sons para a convivência saudável do ambiente, sendo ele emitido no trânsito (art. 1º, § 1º, do Código de Trânsito Brasileiro) ou não, advindo esta proteção desde a Constituição Federal (art. 225 c/c art. 1º, §5º do CTB) até leis Municipais específicas. Entretanto, mesmo com todos estes malefícios da emissão irregular de ruídos e com vasta legislação (Art. 228. Usar no veículo equipamento com som em volume ou freqüência que não sejam autorizados pelo CONTRAN - Infração – grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - retenção do veículo para regularização) para o combate destas condutas, percebe-se um notório aumento de pessoas utilizando seus veículos com instrumentos ou aparelhagem de som desrespeitando os níveis máximos de ruídos e ocasionando, no mínimo, prejuízo à segurança viária e, na maioria das vezes, desconforto, indignação e descrédito no cumprimento da legislação. Mas, leis de trânsito, para que?

            E, apesar do Código de Trânsito punir quem usa o celular enquanto dirige, esta prática, que tira a atenção do motorista, ainda é comum. Tragédias refletem conduta de risco ao volante. Por exemplo: o acidente de carro que vitimou a norte-americana Taylor Sauer, de 18 anos, que postava mensagens no Facebook pelo seu celular enquanto dirigia, chamou a atenção do mundo.

            Sauer (até o momento uma cidadã “comum” como qualquer outra) estava dirigindo a quase 130 km/h quando bateu de frente com a traseira de um caminhão-tanque em uma rodovia interestadual que liga Utah e Idaho, nos Estados Unidos. O caminhão estava andando a menos de 25 km/h em uma subida. A jovem morreu na hora, de acordo com a reportagem do "Today Show", da NBC.

             Ela, instantes antes de bater seu automóvel na traseira do caminhão-tanque postou: “Não posso discutir isto agora. Dirigir e falar no Facebook não é seguro! Haha”. O caso aconteceu no dia 14 de janeiro, mas somente nos últimos dias foi divulgado pela família da vítima.

            O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe o uso do celular enquanto o condutor dirige. A multa para quem for pego infringindo a legislação é de R$ 85,13 (somente) e, por ser uma infração média, rende ainda quatro pontos na carteira. Mas, leis de trânsito, para que?

            Há quem responsabilize o aumento exponencial da frota de veículos e a engenharia que articula o vai e vem nas ruas da cidade pelo caos existente no trânsito de Santa Cruz do Sul (em determinados horários). Mas é concebível depositar parcela desta culpa em outros aspectos: carros rebaixados fora da lei; películas automotivas fora da lei; som automotivo com altura excessiva; e celular na direção.

            O pior desta barbaridade exposta acima é perceber que existe a necessidade de leis e punição para aquilo que deveria estar racional e naturalmente sob controle.  Pelo visto, não haverá lei ou contingente de profissionais da BM que faça alguma diferença.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A FALTA DE LIMITES COMEÇA NO "BERÇO"

Olá!

A falta de limites está passando dos limites!

Redundância ou não, a verdade é que esta afirmação serve para manifestar a intensa e galopante falta de imposição de limites a tudo que vai de encontro aos bons costumes e regras de convivência. Mas este estranho fenômeno que aos poucos se aglutina ao que restou da consideração pelo próximo, possui sua gênese (creio) na geração, imediatamente, pós-fraldas. Crianças necessitam de orientação rígida e pautada pelo exemplo dos pais ou de alguém que exerça forte influência sobre elas. Na carência de um ou de outro a situação fica, simplesmente, complicada. Como esperar de um pré-adolescente, adolescente, posteriormente, de um adulto, características e valores que sustentem relações interpessoais dignas. A ciência comprova que o ser humano, enquanto na categoria de criança, "absorve", mesmo que sob intenso protesto, as limitações necessárias para o seu desenvolvimento integral. Esta especificidade do humano, podendo até mesmo ser percebida como empatia, não pode ser negligenciada porque, tanto exemplos positivos como negativos, serão incorporados em menor ou maior dosagem, variando conforme a faixa etária.

Então, porque correr o risco de ter que desentortar uma árvore se podemos cuidar para que ela creça com retidão?

Dar limites é:
  • Ensinar que os direitos são iguais para todos;
  • Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo;
  • Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros;
  • Dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário;
  • Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas;
  • Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (conviver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam);
  • Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade;
  • Desenvolver a capacidade de adiar satisfação;
  • Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas um desejo;
  • Dar o EXEMPLO !

Por Heitor Jorge Lau
Tutor da Disciplina Processos Gerenciais da Uninter Pólo Santa Cruz do Sul
Empresário e Mestrando em Educação
Pós-Graduado em Gestão de Recursos Humanos
Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas